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Debatedores denunciam materiais didáticos inadequados em sala de aula

22 março, 2017 - 10:51 Categoria: Notícias, Observatório da Família Deixe um comentário A+ / A-

Deputado Eduardo Bolsonaro denuncia uso de livros didáticos inadequados para crianças

Dando continuidade ao ciclo de debates sobre o projeto Escola Sem Partido, a comissão especial se reuniu novamente nesta terça-feira (21/03) para ouvir mestres e especialistas sobre os rumos da educação no país e a necessidade de implantar o projeto nas escolas brasileiras.

Na presença de estudantes, mães, docentes e representantes da sociedade civil, os debatedores discorreram sobre o modelo educacional e, mais uma vez, apresentaram denúncias de que professores estão ultrapassando limites constitucionais e ministrando conteúdos inadequados para crianças.

Guilherme Schelb, procurador da República, mestre em Direito Constitucional e autor de livros sobre Infância e Educação, denunciou que professores extrapolam o seu papel em sala de aula e infringem a lei ao ministrar conteúdos impróprios para crianças. “As crianças estão sendo violadas em sua individualidade. A lei não permite a professores, nem agentes públicos ou privados, nem mesmo aos pais, apresentar para crianças e adolescentes temas impróprios sobre sexualidade adulta, como bissexualidade, coito anal, prostituição ou sexo oral. Mas há professores ministrando esse tipo de tema em sala de aula”, disse.

O professor Thomas Giulliano rechaçou a adoção de modelo pedagógico inspirado no educador Paulo Freire, conhecidamente de esquerda, e defendeu um modelo plural. Citando denúncia feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro, de que alunos teriam recebido livros que fazem apologia às drogas, Giulliano declarou: “é desrespeitoso julgar que todo aluno em sala de aula tenha obrigatoriedade de conhecer temas envolvendo drogas, cocaína, loló. Não quero soar militante apaixonado, mas não consigo ser indiferente a esse tipo de forma de compreensão tão abjeta de uma pluralidade humana”.

Por sua vez, o jornalista Ricardo Falzetta, gerente de Conteúdo do movimento Todos Pela Educação, destacou, que o Movimento Escola Sem Partido não é um tema prioritário para o setor. “Tem coisa mais importante para discutir do que o Escola Sem Partido. Como a infraestrutura das escolas, por exemplo. De acordo com o Censo escolar, somente 4,5% das escolas atendem a todas as especificações de infraestrutura adequada do PNE. Precisamos de valorização dos professores e não policiamento em cima deles. O professor da Educação Básica com formação superior ganha, em média, 52,5% da remuneração dos demais profissionais com a mesma formação. É uma vergonha”, lamentou.

Balanço dos trabalhos

A comissão foi instalada em 19/10/2016 e até hoje foram apresentados e aprovados 23 requerimentos, que resultaram no convite de 77 debatedores para as audiências públicas e também na realização de seminários em nove localidades. Nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Velho e Bahia. E nos municípios de São José dos Campos (São Paulo), Campinas (São Paulo), Ariquemes (Rondônia) e Caruaru (Pernambuco).

Dos nomes aprovados em audiência pública, resta formalizar o convite a cinco debatedores contrários e 26 favoráveis. Segundo explicou o presidente da comissão, o deputado Marcos Rogério, a diferença ocorre por desistência dos participantes. “Daqueles listados para debater contra a proposta, muitos estão declinando do convite, ou não estão comparecendo à comissão. Por essa razão, em muitas audiências tivemos dois debatedores favoráveis e apenas um contrário”, disse.

A comissão realizou sete audiências públicas, com 23 convidados. Sendo oito especialistas em educação, oito ex-professores, quatro juristas, quatro estudantes, dois cientistas políticos, um jornalista e um prefeito. A comissão também ouviu seis entidades representativas de classe, de professores e estudantes.

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