sexta-feira , 22 setembro 2017

Home » Notícias » Estudante aponta perseguição religiosa em universidade pública

Estudante aponta perseguição religiosa em universidade pública

15 fevereiro, 2017 - 6:19 Categoria: Notícias, Observatório da Família Deixe um comentário A+ / A-

Em audiência pública promovida para discutir o projeto de lei Escola Sem Partido (PL 7180/14), nesta quarta-feira (15/02), uma das convidadas para debater o tema, a professora de história Ana Caroline Campagnolo, relatou que ela própria vivenciou a experiência de perseguição religiosa enquanto aluna de pós-graduação em uma universidade pública de Santa Catarina.

Na avaliação da professora, a doutrinação ideológica nas escolas é uma prática recorrente e o pensamento dominante nos cursos de humanas é “esquerdista e anticristão”. “Sofri perseguição ideológica num ambiente público ao qual eu deveria ter amplo acesso. Fui perseguida por coisas que publiquei na minha vida pessoal”, relatou.

Presidida pelo deputado federal Marcos Rogério (DEM-RO), a comissão se reuniu novamente nesta quarta-feira (15/02) para dar continuidade as audiências públicas para discutir o tema. Um dos deputados presentes na reunião, o Pastor Silas Malafaia, confirmou que a perseguição religiosa é uma prática recorrente nas escolas.

“Eu tive uma filha universitária que teve de ser arrancada da escola porque os professores faziam piadinha com ela e o sobrenome dela. Minha filha teve de sair do país. Eu tive duas filhas pequenas, uma de dez e outra de onze anos, que tiveram tratamento psicológico por quase um ano. Na escola, e em outros lugares, sendo atacados por ativistas que são intolerantes, pessoas que pregam o ódio. As pessoas dizem que não há perseguição religiosa, mas isso é uma grande falácia”, relatou.

Já a professora titular do Departamento de Fundamentos da Educação da Faculdade de Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Madalena Guasco, avaliou que não existe escola ou ensino neutro. “A história da educação brasileira está repleta de concepções teórico-pedagógicas, sociológicas e filosóficas, portanto, não são neutras”, afirmou. “Não há demérito algum quando um professor se posiciona em favor de uma teoria ou outra. Aliás, gostaria de saber de antemão qual o posicionamento da escola em que vou matricular meus filhos, qual a visão de mundo e de sociedade dessa escola”.

Para a professora, a ciência é feita de debate, de contradição, da contraposição de determinadas concepções que fazem parte de um momento histórico. Ela também questionou o conceito de “estudante tábula rasa”, pois “parte do pressuposto de que o professor é manipulador”.

Relator do Projeto de Lei 7180/14, o deputado Flavinho (PSB-SP) esclareceu que o tema da comissão especial que discute a proposta não é religioso.

“Sempre se levanta a questão religiosa nas audiências públicas, mas não é disso que esta comissão trata, e sim, de seis projetos de lei que visam proteger os direitos dos educandos”, frisou.

O presidente da comissão, deputado Marcos Rogério, ressaltou que a fase das audiências é uma das mais importantes do processo, pois o testemunho e o relato dos convidados contribui para que os deputados tomem conhecimento do tema e formem uma opinião.

“O ponto mais importante dessas audiências é que elas trazendo a luz àquilo que acontece no plano interno das escolas. Não só a visão teórica daqueles que defendem uma posição ou outra. Estamos tendo a oportunidade, também, de ouvir relatos de pessoas que foram vítimas em sala de aula. Seja uma situação isolada, ou de acontecimentos em grande volume, as audiências públicas estão servindo de instrumento para trazer luz a tudo isso”, finalizou.

Estudante aponta perseguição religiosa em universidade pública Reviewed by on . Em audiência pública promovida para discutir o projeto de lei Escola Sem Partido (PL 7180/14), nesta quarta-feira (15/02), uma das convidadas para debater o tem Em audiência pública promovida para discutir o projeto de lei Escola Sem Partido (PL 7180/14), nesta quarta-feira (15/02), uma das convidadas para debater o tem Rating: 0

Deixe um Comentário

PDT Nacional Ji-ParanáCamara dos DeputadosSenado FederalGoverno de Rondônia
voltar ao topo